Controle do Câncer no Século XXI: seminário é tema de programa no Canal Saúde – CEE Fiocruz

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Controle do Câncer no Século XXI: seminário é tema de programa no Canal Saúde


Dois homens estão sentados em frente a uma mulher, tendo ao fundo uma tela de TV com a imagem de uma mulher. Eles participam de um programa de televisão, Sala de Convidados, do Canal Saúde

POR Eliane Bardanachvili

PUBLICADO 05/02/2026

O seminário Controle do Câncer no Século XXI: desafios globais e soluções locais, realizado pelo CEE-Fiocruz em novembro de 2025, foi tema do programa Sala de Convidados do Canal Saúde, de 5/2/2026. O pesquisador do CEE Luiz Antonio Santini, um dos organizadores e idealizadores do Seminário, participou do programa ao lado do diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Roberto Gil, no estúdio, e da diretora da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC/OMS), Elisabete Weiderpass, remotamente.

Santini trouxe à tona a discussão em torno do termo combate, comumente usado no enfrentamento do câncer, enfatizando a importância de se trabalhar com a noção de controle da doença, o que envolve um processo que tem início na prevenção.  Ele destacou a necessidade de se estabelecerem estratégias capazes de lidarmos com as desigualdades que caracterizam o Brasil e a importância de o país contar com seu Sistema Único de Saúde, que tem como princípio o acesso de todas as pessoas a todos os recursos.

“Estamos avançando porque estamos identificando as desigualdades”, disse referindo-se também às desigualdades locais e regionais. “Temos 600 municípios em que o câncer é a primeira causa de morte”.

Santini abordou também a questão da formação profissional, observando que as formas de atuação mudaram muito e, hoje, as equipes multiprofissionais são tão importantes quanto à formação específica de cada profissional de saúde.

Roberto Gil observou que a noção de controle remete a um “sentido mais amplo, voltado a linha de cuidado”, explicando que o termo combate se adequava a uma forma mais antiga de se lidar com a doença.

Ele chamou atenção para o papel da cooperação internacional. “Se hoje podemos lançar as estimativas do Inca para 2026-2028, isso é fruto de cooperação”, disse, referindo-se ao lançamento de publicação  Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasilrealizada na véspera, Dia Mundial do Câncer. “A Fiocruz e a Iarc têm conhecimento acumulado, que pode ser dividido”, exemplificou.

Roberto Gil destacou também o fato de o país contar hoje com um governo que prioriza a atenção ao câncer. “É uma necessidade epidemiológica”. E salientou que o fato de haver mais pessoas, hoje, vivendo com câncer leva a uma percepção de aumento dos casos da doença – embora as estimativas divulgadas pelo Inca apontem para 781 mil novos casos por ano, no biênio estudado.  

Elisabete Weiderpass também ressaltou a importância da cooperação em nível global. “Os grupos de trabalho aprendem uns dos outros, porque os desafios são globais e as pessoas e países podem acompanhar o que vem sendo feito. Não é preciso reinventar a roda”.

Sobre a prevenção ao câncer, Elisabete frisou o papel central do Código Latino-Americano e Caribenho, lançado em 2023 pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e voltado à redução da incidência da doença na região.

Assista ao programa nos seguintes dias e horários: Sábado (7/2) e Domingos (8/2), às 11h e às 22h; Terça (10/2), às 11h e às 15h30; Quinta (12/2), às 15h30.

A partir de 13/2 pelo site canalsaude.fiocruz.br

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