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SUS, Saúde e Cidadania

Pesquisadores do CEE publicam artigo em ‘O Globo’ sobre os desafios para uma nova Reforma Sanitária no Brasil



POR Daiane Batista

PUBLICADO 29/07/2026

O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, pesquisador do Estudos CEE-Fiocruz, e o coordenador do Centro Rômulo Paes de Sousa, assinam, ao lado dos pesquisadores convidados José Eustáquio Diniz Alves, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e Deborah Carvalho Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o artigo País precisa de reforma sanitária, publicado no jornal O Globo.

O artigo é resultado da exposição apresentada por Temporão no seminário Perspectivas da Saúde no Brasil, realizado pelo CEE em 10 de junho de 2026, e de um paper elaborado sobre o mesmo tema pelo grupo de pesquisa que coordena – ao lado de Luiz Antonio Santini.

No artigo, os autores apontam que os sistemas de saúde em todo o mundo atravessam profundas transformações, como retração da participação do Estado em alguns países e dificuldades de adaptação às novas demandas sanitárias em outros, observando que, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), “apesar do recente processo de reconstrução”, permanece “submetido a desafios estruturais que pressionam sua sustentabilidade”.

O texto destaca a acelerada transformação demográfica e o envelhecimento populacional pelos quais passa o país e que tendem a ser, no século XXI, os principais determinantes das necessidades de saúde.

A predominância das doenças crônicas não transmissíveis e a permanência das causas externas de morte são também citadas no artigo como desafios a serem enfrentados. Entre as principais causas de incapacidade, ressaltam os autores, estão os “transtornos mentais e musculoesqueléticos”. O texto chama atenção também para a persistência de “grandes desigualdades ambientais e étnico-sociais em saúde”, com indicadores menos favoráveis nas regiões Norte e Nordeste e nas periferias das grandes cidades.

Diante do panorama que apresentam, os autores defendem a necessidade de uma Reforma Sanitária de segunda geração, considerando que, “se a primeira consolidou a saúde como direito e instituiu o SUS sob os princípios da universalidade, integralidade, descentralização e participação social, a nova etapa deverá reorganizar o sistema para responder às necessidades de uma sociedade mais longeva, com desigualdades interseccionais e tecnologicamente complexas”.

A proposta, segundo os autores, não é apenas ampliar a oferta de serviços, mas produzir melhoria do bem-estar da população, com mais equidade e mais anos de vida saudável. Para isso, o artigo defende uma estratégia nacional baseada em financiamento público estável, regionalização efetiva, fortalecimento da atenção primária, expansão dos cuidados de longa duração, incorporação responsável da inovação tecnológica e soberania sanitária.

Leia o artigo completo na editoria de Opinião de O Globo ou clicando na imagem abaixo.

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