Pesquisadores lançam livro sobre saúde em municípios remotos

Pesquisadores lançam livro sobre saúde em municípios remotos

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Capa de livro de fundo branco com um círculo reunindo imagens de áreas rurais e o título Atenção Primária à Saúde no Brasil

As particularidades dos contextos rurais remotos brasileiros, tendo em vista a organização e provisão da Atenção Primária à Saúde (APS), alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) são tema do livro Atenção primária à saúde em municípios rurais remotos no Brasil , lançado pela Editora Fiocruz. A obra resulta do trabalho realizado pelo grupo de pesquisa interdisciplinar e interinstituicional do CNPq Pesquisas em Atenção Primária à Saúde e é fruto de cooperação do Ministério da Saúde com a Fiocruz.

As pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) Márcia Cristina Rodrigues Fausto e Ligia Giovanella (também pesquisadora do CEE-Fiocruz) são organizadoras do livro, ao lado de Patty Fidelis de Almeida, da Universidade Federal Fluminense, Adriano Maia dos Santos, da Universidade Federal da Bahia, e Aylene Bousquat, da Universidade de São Paulo.

O livro é composto de 14 capítulos, distribuídos em três partes, mais a Introdução, voltados à discussão sobre acesso e organização da APS nos diferentes cenários de realização da pesquisa e relacionados com dificuldades observadas em todos os territórios do estudo.

Na Introdução, os organizadores apresentam o tema saúde em território rural remoto no Brasil e as lacunas de investigação e de definição de políticas públicas voltadas para esses territórios. É um convite à reflexão sobre os permanentes desafios para a implementação de políticas de saúde orientadas para a superação de barreiras de acesso e ampliação da equidade e do direito à saúde em localidades frequentemente invisibilizadas.


Acesse também o documentário Distintos Territórios, Múltiplos Desafios Grupo de Pesquisa Atenção Primária à Saúde em Municípios Rurais Remotos (APS em MRR)


Na primeira parte do livro, quatro capítulos buscam contextualizar temas necessários à compreensão do cenário rural no Brasil, como conceitos, definições e desigualdades socioespaciais. Apresenta-se a experiência de se produzirem pesquisas em áreas de difícil acesso e o recorte metodológico adotado na pesquisa.

A segunda parte conta com seis capítulos, que abordam temas relacionados à organização e ao acesso aos serviços de APS em territórios rurais remotos nas seis áreas definidas no estudo: Norte Estradas, Norte Águas, Matopiba [região que se estende por territórios fronteiriços dos estados do Maranhão, Tocantis, Piauí e Bahia] , Norte de Minas Gerais, Semiárido e Vetor Centro-Oeste.

Já na terceira parte, discutem-se temas transversais relevantes para a estruturação de políticas de fortalecimento da APS em áreas rurais remotas brasileiras: a força de trabalho em saúde, o trabalho de agentes comunitários de saúde e a necessária interlocução entre serviços de APS e a comunidade.

A obra busca instigar o interesse investigativo acerca de realidades singulares, pouco exploradas, por vezes, invisibilizadas e não dimensionadas no financiamento, planejamento e execução de políticas públicas.

Sobre os organizadores

Márcia Cristina Rodrigues Fausto é assistente social sanitarista, doutora em saúde coletiva; professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz.
Patty Fidelis de Almeida é psicóloga, doutora em saúde pública, com pós-doutorado em saúde pública pela Universidade de São Paulo; professora e pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense.
Adriano Maia dos Santos é odontólogo, doutor em saúde pública; docente do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia, professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva na mesma instituição e líder do grupo de pesquisa Observatório Baiano de Redes de Atenção à Saúde.
Aylene Bousquat é médica, doutora em medicina preventiva; professora do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). Livre-docente pela FSP/USP e pesquisadora do CNPq.
Ligia Giovanella é médica sanitarista, doutora em saúde pública, com pós-doutorado no Instituto de Sociologia Médica da Universidade J. W. Goethe de Frankfurt (Alemanha); pesquisadora sênior da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz e do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz.

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*Com informações da Editora Fiocruz.