Atlas do agronegócio: dados apontam que o ‘Agro não é pop’

Atlas do agronegócio: dados apontam que o ‘Agro não é pop’

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Em um momento de expressiva exaltação do agronegócio em propagandas veiculadas nos intervalos da programação televisiva e em salas de cinema, com slogans como Agro é tec, Agro é Pop e Agro é tudo, uma oportuna publicação apresenta panorama nada alvissareiro do setor agroalimentar no Brasil. O Atlas do agronegócio, lançado em 4/9/2018, no Rio de Janeiro, mostra, a partir de dados, infográficos, mapas e análises mostra que o campo tem sido marcado pela concentração de terras nas mãos de cada vez menos produtores, expansão de plantações de monocultivo – especialmente soja, milho e cana-de-açúcar –, aumento do uso de agrotóxicos, perda de qualidade do solo e redução da biodiversidade, entre outros problemas. A publicação é uma versão adaptada à realidade brasileira da edição inglesa do Agrifood Atlas, publicada em outubro de 2017, iniciativa dos escritórios brasileiros das fundações alemãs Heinrich Böll e Rosa Luxemburgo.

“Evidenciamos que o Brasil do Agro Tec tornou-se campeão mundial na produção de alimentos geneticamente modificados em uma reconfiguração de mercado bem pouco democrática ou transparente”, diz o texto de apresentação do Atlas. “O Agro é Pop, mas quem não tem acesso a feiras ou mercado de produtos orgânicos ou agroecológicos, quem não pode pagar por alimentos livres de veneno, acaba refém da indústria alimentícia”, destaca outro trecho.

Um dos pilares da economia de muitos países do Sul, em especial a brasileira, o agronegócio é um setor de pouca transparência, em público e privado confundem-se, e política e interesses econômicos misturam-se, revelam ainda os dados da publicação.

Acesse aqui o Atlas do Agronegócio

Acesse aqui a íntegra do debate realizado no lançamento da publicação