A trajetória e a obra do psiquiatra e sanitarista Paulo Amarante, pesquisador sênior do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (LAPS/ENSP/Fiocruz) e do Centro de Estudos Estratégicos Antônio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz) são tema do livro Uma Reforma Psiquiátrica Brasileira – Interlocuções com o Trabalho de Paulo Amarante, lançado pela Zagadoni Editora. Os organizadores do livro são o psicanalista Adriano Zago, que assina também como editor, e os psicólogos Eduardo H.G. Torre e Leandra Brasil da Cruz.
Presidente de honra da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Amarante é um dos pioneiros na luta antimanicomial no Brasil, que teve como fonte inspiradora as ideias e práticas do psiquiatra Franco Basaglia.
A publicação traz textos de importantes autores que dialogam com o legado do sanitarista, abordando as várias frentes nas quais ele tem se mobilizado: a Reforma Psiquiátrica no Brasil, sua relação com a Reforma Psiquiátrica na Itália, a desinstitucionalização e a luta antimanicomial, a desmedicalização da vida, o respeito à diversidade, o estigma da loucura, as políticas públicas aos direitos humanos, a inclusão social, a transcendência da arte como terapia, o cuidado diante do sofrimento psíquico, a inquietação perante os interesses da indústria farmacêutica, entre tantas outras.
Entre os autores que assinam textos estão, além dos organizadores, o jornalista Robert Whitaker, Jurandir Freire Costa, Teresa Cristina Endo e Lula Wanderley.
Com 15 capítulos, a obra em sua apresentação sublinha o caráter humanitário e ativista social de Amarante, assim como sua capacidade de articulação política que se soma ao seu lado de pensador da reforma psiquiátrica no Brasil. No final, o livro reúne uma minibiografia de Amarante.
