O debate sobre caminhos e desafios para o desenvolvimento do Rio de Janeiro ganhou novas perspectivas com dois artigos assinados por integrantes do projeto de pesquisa Desenvolvimento Sustentável, Ciência, Tecnologia & Inovação e Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GPCEIS/Centro de Estudos Estratégicos/Escola Nacional de Saúde Pública) da Fundação Oswaldo Cruz. Os textos foram publicados no Jornal dos Economistas, periódico do Conselho Regional de Economia da 1ª Região (Corecon-RJ) e do Sindicato dos Economistas do Rio de Janeiro (Sindecon-RJ).
O primeiro artigo, intitulado O Complexo Econômico-Industrial da Saúde como caminho para o desenvolvimento, é assinado pelo pesquisador Carlos Gadelha, coordenador do GPCEIS do CEE-Fiocruz, com a contribuição dos pesquisadores do Centro Juliana Moreira, coordenadora adjunta, e Bernardo Bahia, Camila Rizzini, Clarice Araujo, Igor Kippe, Leila Spelta, Nathalia Haynes e Thalita Borges.
O texto afirma o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) como estratégico para fortalecer o Sistema único de Saúde (SUS) e impulsionar a reindustrialização brasileira. Nessa perspectiva, evidencia como a área da saúde pode contribuir para a construção de um país mais justo e soberano. “A saúde ocupa uma posição central na economia brasileira. O Complexo da Saúde responde por cerca de 10% do PIB e emprega 10,7 milhões de pessoas, o que revela não apenas seu peso econômico direto, mas também sua capacidade de gerar trabalho qualificado. A saúde articula produção, inovação, ciência, tecnologia e cuidado, um sistema que, quando integrado, impulsiona desenvolvimento orientado por uma das principais demandas da sociedade: o acesso à saúde”, observa Gadelha.
O segundo artigo, Saúde, soberania e o futuro do Brasil: o papel estratégico da Fiocruz, é assinado pela pesquisadora do CEE Juliana Moreira e pelo vice-presidente adjunto de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz), Marco Nascimento. No texto, os autores reforçam o papel estruturante da instituição na construção de um modelo de desenvolvimento que articule políticas sociais e econômicas, inovação e bem-estar.
A Fiocruz, apontam, aparece como protagonista em um projeto de país que coloca a saúde no centro da soberania nacional, reforçando “uma lição central da economia política do desenvolvimento: países periféricos não superam sua dependência tecnológica e produtiva de forma espontânea”. Como alertam os autores, “esse processo exige instituições públicas robustas, políticas deliberadas e visão estratégica de longo prazo”.
Acesse o Jornal dos Economistas nº 438 (Fevereiro 2026) e leia a íntegra dos artigos: https://www.corecon-rj.org.br/anexos/AEED43602DF52C9F50E28C7A73259EC4.pdf