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Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS)

O CEIS como agenda de pesquisa e de política pública é tema de aula inaugural


Homens e mulheres, jovens e adultos, estudantes e professores, estão de pé e sorriem, após aula inaugural
Juliana Moreira (no centro, de casaco branco) e Igor Rubinsztajn, ao seu lado, posam com alunos e professores após aula inaugural (Foto: GPCEIS)

POR Tatiana Guimarães

PUBLICADO 16/04/2026


O Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), como agenda estratégica de pesquisa e de política pública, foi o tema da aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico e Estratégia Empresarial da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), realizada no dia 7/4/2026. A atividade foi ministrada pelos pesquisadores Juliana Moreira, coordenadora-adjunta do GPCEIS/CEE-Ensp/Fiocruz, representando o coordenador do grupo, Carlos Gadelha, e Igor Rubinsztajn, também do GPCEIS. A aula reuniu discentes e docentes da universidade, em Minas Gerais.

A partir de um diagnóstico sobre a inserção externa e a dependência estrutural do país, foram apresentados dados que apontam para um crescimento persistente do déficit comercial em saúde e os riscos que esse cenário impõe à soberania sanitária e à sustentabilidade do SUS. Nesse contexto, destacaram os palestrantes, o CEIS se apresenta como eixo estruturante para uma nova geração de políticas públicas capazes de fortalecer o SUS, ampliar o acesso à saúde e articular, de forma integrada, ciência, tecnologia, inovação e produção nacional.

A aula reforçou uma concepção de desenvolvimento na qual a economia se coloca a serviço da vida, da equidade, da democracia e da soberania nacional, ao mesmo tempo em que evidenciou desafios como:

  • • o resgate de uma economia política orientada à transformação social;
  • • a centralidade das políticas social e ambiental como frentes dinâmicas de expansão econômica;
  • • a superação de padrões assistencialistas de políticas públicas em favor da garantia de direitos sociais;
  • • a inserção internacional baseada em autonomia cooperativa, de caráter regional e multilateral;
  • • o fortalecimento do Estado como indutor da mudança estrutural e articulador de relações virtuosas com o setor privado;
  • • a identificação e o desenvolvimento de complexos econômicos estratégicos para o enfrentamento dos desafios nacionais.

Juliana Moreira e Igor Rubinsztajn buscaram demonstrarar como a experiência do SUS pode inspirar uma nova geração de políticas públicas, inovadoras, dinâmicas e comprometidas com a sociedade e a sustentabilidade do planeta.

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