O Laboratório de Pesquisa ResiliSUS do CEE-Fiocruz, recebeu, em novembro a professora de Engenharia de Design de Sistemas da Universidade de Waterloo, Canadá, Catherine Burns, para um bate-papo com a equipe do projeto. Catherine é também fundadora do Centro de Bioengenharia e Biotecnologia, que dirigiu por oito anos, ocupa uma cátedra de pesquisa e é coautora de sete livros.
Neste vídeo, ela é entrevistada pela pesquisadora Valéria Fonseca, também mediadora do bate-papo, ao lado dos colegas Paulo Victor de Carvalho, especialista em Resiliência de Sistemas de saúde, e Mônica Ferreira da Silva, que estuda a adoção de tecnologias na saúde.
Catherine aborda sua experiência com Inteligência Artificial centrada no ser humano e os desafios que se apresentam nesse processo. “Essa abordagem parte da compreensão de que é preciso gastar um tempo entendendo, primeiro, como as pessoas operam, para então entendermos como a IA pode melhorar esse trabalho e oferecer os melhores benefícios”, explica.
Conforme observa a professora, trata-se do oposto daquilo que, geralmente, se costuma fazer: desenvolver IA onde já há dados, oferecendo a resolução de problemas que talvez não sejam aqueles que de fato as pessoas enfrentam. Para trabalhar tomando como foco o ser humano, defende Catherine, é fundamental passar um tempo com os usuários, entender seu trabalho, ver onde a IA entra no fluxo e que informação deve fornecer. “Em algumas das minhas pesquisas, ao conversar com as pessoas, vimos que o tipo de informação de que elas precisam obter da IA muda a forma como essa IA deve ser projetada e influencia os modelos que devem ser construídos”.